Núcleo de Apoio Psicopedagógico e Inclusão (NAPI) coloca em prática a política de atenção ao estudante conduzindo programas e projetos amparados nestes princípios de equidade e inclusão, reconhecimento e valorização das diferenças e pelo compromisso com a permanência e o desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes da Universidade.

A principal ação do NAPI é assegurar os recursos necessários à equidade nas relações e processo ensino-aprendizagem para potencializar aprendizagens significativas e favorecer o desenvolvimento de competências variadas que levem todas as pessoas a terem sucesso em seu projeto de vida acadêmica.

Neste sentido, o NAPI vem a contribuir com o compromisso de transformar o país pela educação dentro Ecossistema Ânima. Atualmente o NAPI atende todos os Campi.

Acessibilidade é, segundo a legislação brasileira, “possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida (Brasil, Lei Nº 13.146, de 6 de julho de 2015/ Estatuto da Pessoa com Deficiência).

Se você se interessou e/ou quer conhecer o trabalho do NAPI, agende um atendimento.

Você será encaminhado à página de agendamento e deverá informar dia e horário de sua preferência, conforme disponibilidade indicada.

Os atendimentos são realizados pelo aplicativo Microsoft Teams e, quando necessário, presencialmente.

  • NAPI – Faculdade Unisul: Balneário Camboriú  e Itajaí – Clique aqui
  • NAPI – Faculdade Unisul Florianopolis:  Ilha e Continente – Clique aqui
  • NAPI – Campus Florianópolis (Dib Mussi/Pedra Branca/Trajano/Unisul Digital) – Clique aqui
  • NAPI – Campus Araranguá, Braço do Norte, Içara e Tubarão – Clique aqui
  • Atendimento Educacional Especializado (AEE).
  • Apoio Psicopedagógico para estratégias de aprendizagem.
  • Acolhimento e intervenções psicopedagógicas relacionadas a queixas emocionais.
  • Desenvolvimento de Cultura Inclusiva.

Com quais programas o NAPI se articula?

A articulação é continua com os projetos dos cursos, como campo de estágio, e a outros programas institucionais, como Programa de Acolher, Bem-Estar e Qualidade de Vida, Monitoria, Programa de Tutoria Acadêmica e Vida & Carreiras.

Professores e estudantes devidamente matriculados.

Os estudantes com deficiência sensorial (cegueira, baixa visão, surdez, deficiência auditiva); deficiência física; deficiência intelectual; mobilidade reduzida; necessidades especiais permanentes; transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades e superdotação.

Para receber os serviços oferecidos realize seu cadastro e mantenha-o atualizado no MinhaUnisul > Cadastro > Acessibilidade. O cadastro garante o atendimento de acordo com a especificação e as devidas comprovações.

A Unisul tem 30 dias úteis para planejar o atendimento educacional especializado (AEE) a partir das informações fornecidas e quando alteradas. É importante ressaltar que o planejamento exige avaliação, análise, definição de estratégias e recursos de adaptação necessária ao seu processo de aprendizagem.

O Atendimento Educacional Especializado (AEE), definido pelo Decreto n. 7.611, de 17 de novembro de 2011, é aplicado aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, devendo ser oferecido de forma transversal a todos os níveis, etapas e modalidades. Na Universidade, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) é o programa em que coloca em prática as ações de atenção ao estudante, amparado nos princípios de equidade e inclusão, a fim de promover um ambiente acadêmico cada dia mais inclusivo, indo da identificação ao planejamento e acompanhamento de todo o percurso acadêmico do estudante.

O que é oferecido para a pessoa cega?

É considerada pessoa cega quem tem ausência total da visão até a perda da projeção da luz.

Para essas pessoas são oferecidas:

  • Adaptação e/ou conversão de material didático informacional, avaliações e trabalhos e demais atividades acadêmicas de acordo com a características do estudante;
  • Fiscais/ledores capacitados para avaliações presenciais;
  • Apoio psicopedagógico;
  • Dilação de prazos para o desenvolvimento de atividades avaliativas quando solicitado;
  • acompanhamento em sala de aula tendo a função de auxiliar o estudante na locomoção na Universidade e leitura em livros, textos em tinta e afins.

O que é oferecido para a pessoa com baixa visão?

Pessoa com baixa visão é quem tem campo visual entre 5% e 30%. Para pessoas com baixa visão é ofertado:

  • Avaliações presenciais em fonte ampliada e com a ajuda de fiscais/ledores;
  • Acessibilidade informacional para os textos em tinta com o tratamento de ampliação da fonte;
  • Apoio psicopedagógico;
  • Dilação de prazos para o desenvolvimento de atividades avaliativas quando solicitado.

O que é oferecido para a pessoa surda ou com deficiência auditiva?

O deficiente auditivo utiliza próteses para correção da audição. A pessoa surda tem perda total (profunda bilateral) da audição e este pode ser alfabetizado na Língua Brasileira de Sinais (Libras) ou em Língua Portuguesa, com habilidade de leitura labial.

Para esses estudantes é oferecido:

  • Acompanhamento de intérprete em Libras nas avaliações presenciais e durante a aula, tradução e interpretação em webconferência e webaula, livros em Libras e documento eletrônico;
  • Apoio psicopedagógico;
  • Dilação de prazos para o desenvolvimento de atividades avaliativas quando solicitado.

O que é oferecido para a pessoa com deficiência física, mobilidade reduzida e paralisia cerebral?

A pessoa com deficiência física é o cadeirante e/ou usuário de próteses com condição temporária ou permanente que comprometa os movimentos e a locomoção.

A paralisia cerebral é uma condição física que afeta os movimentos do corpo como resultado de um dano ao cérebro.

De acordo com a características do estudante é oferecido:

  • Acompanhamento nas avaliações presenciais com fiscal/ledor e mobilidade dentro da Universidade;
  • Apoio psicopedagógico;
  • Dilação de prazos para o desenvolvimento de atividades avaliativas quando solicitado.

O que é oferecido para a pessoa com necessidade educacional específica?

A necessidade educacional específica é a apresentação, em caráter permanente ou temporário, de algum tipo de deficiência física, sensorial, cognitiva, múltipla, condutas típicas, altas habilidades, superdotação, transtorno do espectro Autista, da Deficiência Intelectual, do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) necessitando por isso, de recursos especializados. É oferecido atendimento individualizado conforme a necessidade do estudante.

 Para esses estudantes é oferecido:

  • Apoio Psicopedagógico;
  • Adaptação de materiais didáticos, avaliações e demais trabalhos acadêmicos;
  • Monitoria em atividades práticas e avaliativas, sempre que necessário e solicitado;
  • Dilação de tempo em atividades avaliativas, quando solicitado;
  • Interlocução com áreas clínicas e com demais profissionais;
  • Utilização de Tecnologia Assistiva (TA), voltada à Comunicação Alternativa/Aumentativa;
  • Avaliação adaptada;
  • Enriquecimento  e flexibilização curricular, quando necessário.

Principais Ações:

  • Suporte psicopedagógico de intervenção e prevenção nos processos cognitivos, psicossociais, culturais e pedagógicos;
  • Atendimentos relacionados às demandas de saúde mental que se caracterizam pelo Acolhimento, orientação e um possível encaminhamento por meio de prontuário;
  • Suporte emocional para apoiar a(o) estudante que manifesta intenção de evadir por algum motivo relacionado a adaptação ao contexto acadêmico de ensino superior;
  • Apoio emocional no processo de aprendizagem.

O Programa de Cultura Inclusiva tem como intuito propor tarefas individualizadas e coletivas em ambientes que contemplem toda comunidade acadêmica, considerando as suas diferenças e as necessidades singulares e desta forma, promovendo um ambiente mais equitativo.

Os pilares do programa:  

  • Pilar I – Gênero;
  • Pilar II – Identidade de gênero e orientação afetivo-sexual;
  • Pilar III – Deficiência;
  • Pilar IV – Gerações;
  • Pilar V – Raça e Etnia.

Quais são ações do Programa de Cultura Inclusiva para a comunidade acadêmica?

  • Discussões internas sobre a diversidade, compreendendo os pilares da diversidade e suas intersecções;
  • Realização de pesquisas sobre diversidade e Direitos Humanos;
  • Identificação de pontos internos de desenvolvimento no que se refere à inclusão;
  • Atuação de forma preventiva e colaborativa para evitar situações de discriminação;
  • Acolhimento de pessoas que vivenciaram situações de discriminação;
  • Incentivo ao uso da linguagem inclusiva nas comunicações interna e externa, considerando textos, sons e imagens;
  • Suporte na elaboração de materiais educativos e auxílio na comunicação de conteúdos que  tenham o tema inclusão.

Além das ações específicas dirigidas a cada tipo de deficiência, o NAPI se relaciona com toda a comunidade acadêmica, visando à inclusão de todas as pessoas, independente da sua condição e a promoção da educação para todos.

Confira as atividades do NAPI:

  • Recepção e acompanhamento individual de estudantes;
  • Recepção aos estudantes calouros cadastrados no NAPI;
  • Acompanhamento no acesso e a permanência de estudantes com deficiência (sensorial, física, intelectual), transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação;
  • Acompanhamento do desempenho do estudante, a evasão escolar e índices de aproveitamento de estudantes com deficiência;
  • Elaboração de parecer e desenvolvimento de planos de atenção à aprendizagem para estudantes com necessidades educacionais especiais (NEE);
  • Mediação entre os estudantes com deficiência ou NEE e comunidade em situações que envolvam o relacionamento de estudantes com seus pares, professores e demais profissionais da Instituição;
  • Orientação pedagógica individual e coletiva aos professores;
  • Orientação e execução na adaptação do espaço de estágio externo;
  • Capacitação para funcionários, estagiários e monitores sobre Acessibilidade e Inclusão no Ensino superior;
  • Aplicação de avaliações e descrição de filmes com ledores para estudantes com deficiência e necessidades educacionais específicas;
  • Capacitação de estagiários e fiscais ledores para atuar junto aos estudantes com deficiência e necessidades educacionais específicas;
  • Disponibilização de recursos metodológicos na Universidade;
  • Conversão da bibliografia básica e complementar para o formato acessível de acordo com a deficiência ou necessidade específica;
  • Adaptação de conteúdos e imagens de conteúdos acadêmicos;
  • Ações permanentes focadas na acessibilidade atitudinal para o atendimento acadêmico e comunidade externa;
  • Acompanhamento da estruturação e aplicação de tecnologias assistivas;
  • Criação e manutenção de parcerias com instituições que representam os interesses de pessoas deficientes ou com necessidades educacionais específicas;
  • Palestras informativas nos cursos da Unisul.

Conheça os principais eixos de atuação:

  • Acessibilidade arquitetônica: está relacionada à adequação de estruturas físicas, nas residências, nos edifícios, nos espaços urbanos e nos meios de transporte individuais ou coletivos;
  • Acessibilidade comunicacional: busca a diminuição das barreiras na comunicação interpessoal (língua de sinais, leitura labial, audiodescrição), escrita (jornal, revista, livro, carta, apostila, textos em Braille, uso do computador portátil) e virtual (acessibilidade digital);
  • Acessibilidade metodológica: é a adequação de métodos e técnicas pedagógicas de estudo, de trabalho, de ação comunitária (social, cultural, artística, entre outros) às pessoas com deficiência ou necessidades educacionais específicas;
  • Acessibilidade instrumental: busca diminuir as barreiras nos instrumentos, utensílios e ferramentas de estudo, de trabalho, de lazer e recreação (comunitária, turística, esportiva, entre outros);
  • Acessibilidade na web: visa garantir a mobilidade e a usabilidade de recursos computacionais. Promove alternativas digitais equivalentes para conteúdo auditivo e visual;
  • Acessibilidade programática: o objetivo é a superação das barreiras embutidas em políticas públicas (leis, decretos, portarias), normas e regulamentos;
  • Acessibilidade atitudinal: é a promoção na comunidade de atitudes pró-inclusão social, que desestimulem preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações nas pessoas em geral.

Muitas pessoas ficam confusas e não sabem ao certo como agir quando encontram alguém que tenha alguma deficiência. Este mal estar pode ser evitado se pessoas deficientes e não deficientes interagirem mais frequentemente no trabalho e na sociedade. Por isso, o NAPI preparou algumas dicas de convivência com deficientes e com necessidades específicas.

Confira as dicas do NAPI.

Cão-Guia

Ao encontrar um cão-guia:

  • Não distraia o cão-guia enquanto ele estiver em serviço;
  • Nunca toque na guia de um cão-guia, apenas o seu dono o deve fazer;
  • Nunca ofereça comida à um cão-guia;
  • Quanto mais ignorar o cão-guia, melhor.

Atenção: Os cães-guia tem o mesmo direito dos donos de gozar de livre acesso a ambientes públicos (direito previsto na Lei nº 11.126, de 25 junho de 2005).

Deficiente visual

Deslocamento: para orientar o deficiente visual no deslocamento, procure deixá-lo de forma que ele ande em linha reta, evitando andar em diagonal e realizando giros, que confundem o estudante que já conhece o campus e sabe localizar-se. Localize-o sobre o caminho que está percorrendo, pois se este for diferente do que ele está habituado irá confundi-lo.

Orientação por telefone: procure sempre que possível orientá-lo com atalhos do teclado. O deficiente visual não utiliza o mouse, isso aumenta a dificuldade de localizar links e nomes, principalmente quando se utiliza termos como “abaixo de”, “próximo de”.

Deficiência auditiva/surdez

Fale sempre com a pessoa surda de frente, sendo expressivo ao falar, procurando conversar em ritmo natural para facilitar a compreensão da linguagem.
Falar com voz clara, sem gritar, usando um tom natural. Uma voz muito forte ou muito aguda pode provocar distorção de sons para os deficientes auditivos que usam aparelhos de amplificação.

Paralisia cerebral

É muito importante respeitar o ritmo de quem tem paralisia cerebral. Usualmente ele é mais vagaroso no que faz. Tenha paciência ao ouvi-lo, a maioria tem dificuldade na fala. Não o trate como uma criança ou incapaz.

Deficiente físico

É importante perceber que para uma pessoa sentada é incômodo ficar olhando para cima por muito tempo. Portanto, ao conversar por mais tempo que alguns minutos com uma pessoa que usa cadeira de rodas, se for possível, lembre-se de sentar, para que você e ela fiquem com os olhos no mesmo nível.

A cadeira de rodas (assim como as bengalas e muletas) é parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo. Apoiar-se na cadeira de rodas é tão desagradável como fazê-lo numa cadeira comum onde uma pessoa está sentada.
Ao empurrar uma pessoa em cadeira de rodas, faça-o com cuidado. Preste atenção para não bater naqueles que caminham à frente.Se parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira de frente para que a pessoa também possa participar da conversa.

Dicas gerais

  • Dirija-se sempre ao próprio deficiente, quando o assunto referir-se a ele, mesmo que esteja acompanhado. Isso serve para todas as deficiências;
  • Converse normalmente, para que o deficiente não se sinta diferenciado por perceptível constrangimento no falar do interlocutor;
  • É indelicado designar alguém por sua deficiência física;
  • Não trate a pessoa com deficiência ou necessidade especifica com assistencialismo, pois não são carentes e necessitadas.

Portador de deficiência (Pessoa com deficiência)

No Brasil, tornou-se bastante popular, acentuadamente entre 1986 e 1996, o uso do termo portador de deficiência. Pessoas com deficiência vêm ponderando que elas não portam deficiência; que a deficiência que elas têm não é como coisas que às vezes portamos e às vezes não portamos (por exemplo, um documento de identidade, um guarda-chuva).

O termo preferido passou a ser pessoa com deficiência. Aprovados após debate mundial, os termos “pessoa com deficiência” e “pessoas com deficiência” são utilizados no texto da Convenção Internacional de Proteção e Promoção dos Direitos e da Dignidade das Pessoas com Deficiência, em fase final de elaboração pelo Comitê Especial da Organização das Nações Unidas (ONU).

As tecnologias assistivas são os recursos tecnológicos que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência.

Conheça as tecnologias utilizadas pelo NAPI:

  • Jaws, da Freedom Scientific, é um software que permite que pessoas com deficiência visual possam utilizar o computador com mais facilidade e praticidade. Oferece uma tecnologia de voz sintetizada que literalmente lê o que está escrito na tela para essas pessoas poderem usar o computador.
  • A tecnologia Mecdaisy permite que o usuário leia qualquer texto, a partir de narração em áudio ou adaptação em caracteres ampliados, além de oferecer opção de impressão em Braille, tudo a um só tempo.
  • Virtual Vision “varre” os programas em busca de informações que podem ser lidas para o usuário, possibilitando a navegação por menus, telas e textos presentes em praticamente qualquer aplicativo.
  • Através de voz sintética, o NVDA permite que usuários cegos ou com deficiência visual possam acessar e interagir com o sistema operacional Windows e vários outros aplicativos.
  • Dosvox é um sistema para microcomputadores da linha PC que se comunica com o usuário por meio de síntese de voz, viabilizando, deste modo, o uso de computadores por deficientes visuais, que adquirem assim, um alto nível de independência no estudo e no trabalho.Tutorial de instalação do Dosvox.

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